Mês

julho 2018

  • A tecnologia a serviço da segurança

    Infelizmente hoje vamos falar de um assunto nada agradável que é a insegurança que todos vivemos no dia a dia. De uns tempos para cá, não estamos completamente protegidos nem mesmo no aconchego dos nossos lares. E é exatamente por esse motivo que a indústria de segurança tem crescido ano após ano.

    A tecnologia também tem grande influência nisso, pois ela proporciona mecanismos cada vez mais práticos e eficientes para manter uma determinada área protegida, seja com o monitoramento em tempo integral e acessível a qualquer momento e de qualquer lugar ou por meio de restrições de acesso.

    A boa e velha tática sonora

    As centrais de alarme não são nenhuma novidade nessa área. Mesmo assim, elas não deixam de ser eficientes, afinal, o ladrão dificilmente permanecerá na residência com um barulho ensurdecedor incomodando toda a vizinhança. Embora tenham um funcionamento complexo, o conceito dessa tecnologia é simples.
    Grosso modo, ela se resume a uma série de sensores apontados para portas e janelas que envia um sinal para a central que tem suas configurações bloqueadas por uma senha, fechando uma espécie de circuito. Se por algum motivo esse sinal for cortado, ou seja, algumas das luzes infravermelhas tiverem uma interrupção, o alarme é disparado imediatamente.

    Esse segmento é realmente muito amplo e fica difícil calcular um preço médio de investimento necessário. Existem opções mais simples que custam menos de R$ 100, mas é possível encontrar alternativas completas por mais de R$ 500, fora as possíveis mensalidades, caso seja contratado um serviço de monitoramento.
    Câmeras de Segurança

    Outro artefato muito usado na segurança residencial é a câmera de monitoramento, que também não é uma modalidade de equipamento nova. Porém, assim como a central de alarme, ela continua tendo um a sua relativa efetividade.
    Há inclusive quem simule a existência desse tipo de aparato em sua casa ou negócio simplesmente para fazer com que os meliantes pensem duas vezes antes de tentar algo nesses locais. Contudo, os bandidos estão cada vez mais ousados e parecem não temer terem seus rostos gravados. Por isso, essa prática não é muito indicada.
    O grande avanço nesse sentido tem sido a facilidade de monitoramento. A popularização de smartphones, tablets e outros equipamentos capazes de estarem conectados permanentemente à internet impulsionou o desenvolvimento de câmeras com a capacidade de transmitir as imagens capturadas em tempo real pela web.

    Esse segmento também oferece modelos para todos os gostos e bolsos, variando de um pouco mais de R$ 100 a mais de R$ 1 mil. Já a Câmera de Vigilância da General Electric é carregável com a luz solar e transmite as imagens para a TV (tendo uma entrada A/V) via wireless. O valor de mercado gira em torno de US$ 150.

    Videoporteiros
    Mais recente que as tecnologias citadas até aqui, os chamados videoporteiros têm ganhado bastante espaço nesse nicho. Eles são uma evolução dos porteiros eletrônicos, tendo como diferença básica a incorporação de uma câmera que fica escondida no aparelho externo e permite a visualização de quem está batendo na sua porta.

    O investimento inicial para ter um modelo mais simples de videoporteiro gira em torno dos R$ 500, mas esse valor pode facilmente beirar os R$ 1 mil em dispositivos com imagem colorida, transmissão de imagem sem fio e com mecanismo de visão noturna.
    Biometria
    Aumentando o grau de complexidade das tecnologias empregadas na segurança residencial, chegamos aos controles de acesso biométricos. Em suma, esses equipamentos consistem em trancas que usam elementos de composição corporal única como métrica de desbloqueio. Esses parâmetros podem ser definidos com base nas digitais, estrutura facial ou retina dos olhos.

    Há modelos que inclusive combinam duas formas de verificação de identidade, variando entre comparação de face, digitais e senha. Em outras palavras, burlar esse tipo de sistema é extremamente difícil. Contudo, o preço para ter uma proteção desse nível é alto: cerca de R$ 3 mil. Porém, caso você não ache necessário ou não precise de tudo isso, é possível encontrar aparelhos a partir de R$ 400.
    Soluções mais simples que também funcionam
    O FakeTV é um aparelho simula uma televisão ligada. Para um bandido que tem a intenção de invadir uma casa, é sinal de que existe a presença de alguém na casa. Valor aproximado de US$ 24.

    O Super Door Stop Alarm atua como um bloqueio de porta. Basta encaixá-lo entre a porta e o chão, como se fosse um calço, e ir dormir tranquilo. Além de dificultar a abertura do batente de madeira, o dispositivo emite um ruído sonoro de alerta. É possível encontrar modelos à venda na Amazon por menos de US$ 13.

    Outro aparelho é o Programmable 24-Hour Security Timer. Este aparelho programa e regula a iluminação de ambientes internos ou externos automaticamente, simulando a presença de alguém na casa. Valor aproximado de US$ 17.

    O Barking Dog Alarm imita os latidos de um cão e custa um pouco menos de US$ 100.

    Na falta de equipamentos ultramodernos de segurança, a saída é aproveitar velhas ideias. Um exemplo, muito prático e funcional por sinal, é colocar um pedaço de madeira (pode ser um cabo de vassoura cortado) em portas ou janelas de correr. A ação é extremamente simples, mas dá uma trabalheira para ser desfeita pelo lado de fora!

    Esperamos que tenha gostado das nossas dicas para a sua casa!

  • Entenda porque a impermeabilização correta da sua casa é tão importante

    Já imaginou sua casa nova toda linda, com as paredes limpinhas, piso novo, móveis novos, tudo novo e de repente começar a aparecer infiltrações nos rodapés ou nas paredes? Não imaginou não é? Este é um dos piores pesadelos de qualquer construção e tentar resolver esse problema depois da obra acabada é sempre uma enorme dor de cabeça além do alto custo.

    Por isso vamos repassar com você algumas dicas sobre como fazer a impermeabilização correta da sua casa e ter tranquilidade.

    • Existe alguma norma técnica que deve ser seguida quando o assunto é impermeabilização?

    Sim, existe a norma NBR 9575 da ABNT, que determina quais são as exigências e recomendações relativas à seleção e projeto de impermeabilização

    • Por que a ABNT definiu essa norma?

    Para que sejam atendidas as condições mínimas de proteção da estrutura em relação à proteção contra infiltração de água nas partes construtivas. A umidade facilita e acelera a corrosão da estrutura, o que pode provocar desabamentos. Além disso, ambientes úmidos fazem mal à saúde dos moradores.

    • O que pode acontecer com a obra se não forem usados os impermeabilizantes adequados?

    Nas áreas de maior umidade ou sujeitas a infiltrações haverá a penetração de água em todos os locais. Não há nada que breque a entrada da água além de impermeabilizantes apropriados. E a partir do momento que a infiltração se inicia, muitos prejuízos podem acontecer, como pisos soltos, paredes manchadas, revestimentos descascados, oxidação de materiais metálicos (grades), apodrecimento de materiais de madeira (batentes) além da desvalorização do imóvel. O mofo e bolor também causam grandes problemas de saúde aos moradores. Nos casos mais críticos, a falta da impermeabilização pode comprometer a segurança e a estabilidade das edificações.

    • Quais os problemas mais comuns, que um bom impermeabilizante é capaz de evitar? 
      Infiltrações, causadas pela atuação da água empossada em lajes; ou causadas pela água que cria pressão positiva, ou seja, aquela que permanece parada em tanques, reservatórios, caixas d’água, piscinas etc; umidade de solo que transmite esta umidade para muros, paredes e pisos em contato direto com a terra e os problemas causados pela água sob pressão negativa, aquela que cria infiltrações e inundações, provocadas pela presença de lençol freático. Na construção, os prejuízos serão sempre os mesmos: danos nas paredes, manchas na pintura, mofo, bolor, umidade, prejuízos entre os materiais de acabamento e móveis destruídos.

     

    • Que tipo de impermeabilizante deve ser usado numa obra?

    Cada área tem uma necessidade e somente um especialista poderá indicar o tipo e quantidade de impermeabilizante adequado, após avaliar as características do local, como: movimentação estrutural, exposição aos fenômenos climáticos, existência ou não de trânsito de veículos e pessoas e exposição a agentes químicos são algumas variáveis levadas em consideração.

    De maneira geral, em tudo que é enterrado, costuma-se usar o sistema rígido. Daí para cima utiliza-se o flexível, porque a parte superior da estrutura tende a se movimentar mais”, mas, consulte sempre um especialista.

    • Em que situações o impermeabilizante é prioritário e deve ser usado, antes de concluir o acabamento?
      O impermeabilizante sempre deverá ser aplicado antes do acabamento final, em todas as áreas que necessitam de proteção, salvo quando o sistema impermeabilizante for projetado para ficar exposto, constituindo o acabamento final. Como por exemplo as mantas autoprotegidas (ardosiada e aluminizada), os revestimentos epóxis, os impermeabilizantes acrílicos etc.

     

    • Como escolher um impermeabilizante de qualidade?

    A primeira regra é que atenda a todos os requisitos das normas técnicas da ABNT. Na dúvida, busque mais informações e referencias de obras já realizadas. Não confie somente na aparência da embalagem ou no fabricante, tenha sempre referencias de um especialista ou de quem já utilizou o produto.

     

    • O que devo observar na loja, quanto à exposição do produto, embalagem, informações do vendedor e preço?
      Os produtos devem ser acondicionados em embalagens práticas, que facilitem a estocagem, transporte e manuseio. Devem conter todas as informações referentes à finalidade do produto, composição química, forma de aplicação, incluindo preparo da superfície, consumos ou rendimento e informações sobre segurança.

     

    TIPOS DE IMPERMEABILIZANTES

    Os impermeabilizantes são usados em praticamente todas as partes da construção, como fundações, subsolos, áreas molháveis, lajes, piscinas, reservatórios, paredes de contenção.

    De maneira geral, é possível dividir esses materiais em dois grupos:

    Impermeabilizantes Flexíveis:

    Esses sistemas possuem valores maiores de alongamento e, por isso, são indicados para áreas sujeitas a movimentações, trepidações e ao intemperismo. Os materiais geralmente utilizados nas impermeabilizações flexíveis, de acordo com o IBI, são: mantas asfálticas; membranas asfálticas moldadas a quente ou a frio; membranas acrílicas; membranas de poliuretano; membranas de poliuretano com asfalto e borracha líquida.

     

    Impermeabilizantes Rígidos

    Os impermeabilizantes rígidos são vendidos como argamassas industrializadas, produtos bicomponentes ou como aditivos químicos para argamassa ou concreto. Esses produtos incorporam-se à estrutura protegida e, com uma cura adequada, apresentam baixa porosidade e grande estanqueidade. Podem ser encontrados, ainda, em forma de pinturas que formam um revestimento impermeável.

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI), as impermeabilizações rígidas têm módulo de elasticidade próximo ao da argamassa ou concreto sobre o qual será executada. Os tipos mais comuns encontrados no mercado são:

    • A argamassa impermeável, bastante utilizada como reboco e contrapiso, é preparada na obra, com a adição de um aditivo impermeabilizante à mistura de cimento, areia e água.
    • As argamassas poliméricas são produtos industrializados, prontos para uso, bastando que o componente líquido (emulsão de polímeros) e o em pó (cimentos e aditivos minerais) sejam misturados e homogeneizados.

    Esperamos que tenha gostado das nossas dicas para a sua casa!